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domingo, 7 de abril de 2013

Doce aos meus Pés


De longe te observo
O teu mel eu saboreio
Cresce-me asas de desejo
Sobre o teu corpo sobrevoar
Na noite silenciosa
Aninho-me no teu peito
Onde longe de tudo escuto um som perfeito
Levanto-me e descubro
Que aos meus pés estas aninhado
De onde com olhar cândido
És um ser encantado
Deslizas devagarinho
Beijando-me com cuidado
E eu sinto calafrios com o teu amor invocado
Amanhã é outro dia
E sei que lá estarás
És meu
E só a mim me satisfaz
Sobre o teu peito liso
Desliza mais a baixo
Provocando-te gemidos agudos
Vem nesta noite silenciosa
Irrompendo qualquer ilusão
E desta forma cautelosa
Implora-me perdão
Afago-te o cabelo
E puxo-te conta mim
Vem menino perdido
Irei  tomar conta de ti!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fluxo

A água que corre no ribeiro, transborda em escala, arrasta o tudo e o nada, mesmo sem nada sentir.

O corpo molhado, suado e irritado, alegra o pecado, mesmo sem nada sentir.

A boca fechada, com os pensamentos altos, inventam e salivam o teatro da alma mesmo sem nada sentir.

Brilhante a estrela que contempla os olhos de uma lua cinzenta no orvalho da manhã, mesmo sem nada sentir.

Vento forte que bate no mar, levanta a poeira da terra ao girar, ouve-se um assobio negro de uma manhã luminosa que arrefece o tempo, mesmo sem nada sentir.

Quantas emoções sentiste ao ler este texto? Eu voei bem alto, em baixo da cama, coberta pelos lençóis cheios de pó … e mesmo sem nada sentir, senti que estava viva e aqui bem perto de ti.